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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

relógios historia

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Relógios - uma cronologia



antes de cristo
2100 AC

Ainda antes do século 21 antes de Cristo, os Sumérios possuíam um calendário com 360 dias, número que se devia ao arredondamento do mês lunar para 30 dias, compreendendo 12 ciclos por ano. O método era baseado num sistema numérico onde os números 6 e 60, quando multiplicados, resultavam em 360. Os Babilônios deram continuidade ao sistema Sumério e até o desenvolveram dividindo-o em 24 horas, que por sua vez é divisível por 6 e que é também o resultado da divisão de 360 por 15.
1600 AC

Primeira atribuição de utilização da Clepsidra na Babilônia, e também uma referência à mesma num túmulo no Egito.
1400 AC

Primeiros fragmentos de um relógio de água Egípcio do reino de Amenhotep III em Karnak. Os antigos egípcios melhoraram o calendário e mudaram para um sistema baseado no sol com um ano de 365 dias, constituído por 12 meses de 30 dias cada mais cinco dias para datas de nascimento de Ísis, Osíris, Horus, Nepthys e Set.

400 AC

Fragmentos de uma clepsidra em basalto, atualmente na coleção do British Museum.
300 AC

Ctesibius de Alexandria é nomeado por Vitruvius como o inventor do relógio de água com circuito aberto possuindo um sistema de flutuador indicador do tempo.
100 AC

Relógio de água da “Torre dos Ventos” de Andronicus em Kyros na Grécia.

500 AC

Relógio de água monumental “O Hércules” em Gaza.
87 AC

O mecanismo de Antikithera: mecanismo com rodas dentadas mais antigo de que há conhecimento sob a forma de um calendário de reduzidas dimensões.

Mestres Relojoeiros

Antide Janvier (1751 - 1835)
 
Antide Janvier nasceu a 1º. de Julho de 1751 em Brive, atualmente uma aldeia chamada Lavans-lès-Saint-Claude, próximo a Saint-Claude, na região do Jura suíço. Seu pai, Claude Étienne, um trabalhador agrícola, torna-se mestre relojoeiro autodidata e, percebendo cedo a aptidão de Janvier para a arte, dá-lhe em tenra idade as primeiras noções sobre relojoaria. A sua formação acadêmica será completada pelo abade Tournier de Saint-Claude, que chama a si a educação do jovem Janvier. Sobre o seu professor, o aluno falará sempre com admiração designando-o sempre de “o Mestre”. Este último reconhecerá no adolescente de 13 anos os sinais de uma inteligência notável e precoce, formando-o nas disciplinas que ele próprio amava: o latim, o grego, a matemática e a astronomia, pela qual nutria uma verdadeira paixão.

Em 1766, com apenas 15 anos, Antide Janvier empreende a construção de uma “esfera móvel”, tarefa que lhe toma entre 15 a 18 meses de trabalho. Em 1768, após a sua conclusão, tem a audácia de apresentá-la à Academia das Ciências e Belas Artes de Besançon, instituída por Luis XV em 1752. Os sábios desta instituição consagram de imediato o jovem desconhecido de Saint-Claude, deixando-se seduzir pela sua obra. Cobrem-no de elogios e presenteiam-no no palácio de Granvelle com um certificado datado de 24 de Maio de 1768: “O Sr. Antide Janvier de Saint-Claude, apresentou a esta Academia uma esfera na qual executou por meio de movimentos um sistema astronômico, e que esta assembléia acredita que não são demasiados os elogios e encorajamentos a um jovem de 17 anos que a indústria honrará como mecânico consagrado, e ao qual acredita ser um ato de justiça a atribuição do presente diploma”.


Após este importante reconhecimento, Janvier entra ao serviço do relojoeiro M. Devanne como aprendiz, de maneira a aperfeiçoar os seus conhecimentos na arte. Em 1770, o município de Besançon, cuja atenção fora atraída pelo êxito do trabalho anterior, encomenda a Janvier o trabalho de restauro do relógio de mesa do Cardeal de Granvelle, peça fabricada em Augsburg em 1564, tal como comprovam diversas cartas de Fugger, negociante desta vila ao serviço do Cardeal, e que serviu de intermediário na aquisição desta peça.


A construção de diversos planetários por Antide Janvier valem-lhe a honra de ser apresentado ao rei Luis XV. Após uma curta permanência em Verdun, aonde viria a se casar, instala-se em Versalhes a pedido do Rei Luis XVI, e posteriormente no Louvre na qualidade de relojoeiro do rei. Manterá esta relação com o rei durante bastante tempo, mesmo após a revolução, ato que lhe valerá diversos inimigos e uma temporada na prisão. Os seus pêndulos são todos notáveis, a sua execução sempre perfeita e as suas complicações por vezes difíceis de entender. Janvier construiu relógios com indicação de marés, diversos planetários e extraordinários e engenhosos pêndulos, assim como complicações astronômicas.


Ao mesmo tempo em que se iniciavam os excessos da Revolução Francesa, Janvier passa por um longo período de miséria e provação. A sua mulher adoece gravemente e os seus meios de subsistência tornam-se precários. Habita nesta altura o nº. 152 da Rue Poissonnière, imóvel que ele próprio descreve com sendo insalubre e privado de sol. Versalhes é agora apenas uma recordação. A morte da sua companheira, em 1792, e que zelava pela ordem da casa e pela gestão dos escassos recursos financeiros da família, precipitam-no em sérias dificuldades. Retorna por algum tempo ao Jura, a Morez, como comissário de saúde pública, encarregado de uma manufatura de armas na qual emprega diversos relojoeiros.


De volta a Paris, a sua paixão pela arte relojoeira fazem-no esquecer e negligenciar as realidades da vida corrente no que diz respeito à sua saúde financeira. Para poder continuar a produzir os seus pêndulos, Janvier tinha de pagar antecipadamente ao fundidor, ao dourador, ao esmaltador, ao cinzelador, e apenas trabalhava com os melhores artesãos da época. Em conseqüência, será obrigado a vender os seus livros, os seus desenhos, móveis e máquinas, assim como os seus pêndulos a Abraham Luis Breguet, aos quais este aplicará o seu nome. O relojoeiro belga Zacharie Raingo irá utilizar os movimentos assinados Janvier na construção dos seus próprios planetários.


Em 1826, o restauro torna-se a sua atividade principal e valem-lhe a magra soma de 75 cêntimos por dia. Antide Janvier tem agora 75 anos. Continua, no entanto, a fabricar pêndulos, embora mais comuns, em conjunto com alguns artesãos. Os seus últimos anos são passados numa completa miséria, no nº. 26 da Rua Saint-André-des-Arts. Conserva, no entanto, segundo Chénier, “o seu vigor de espírito, a sua memória prodigiosa e a destreza dos seus membros”. Já no final da sua longa vida, cai doente e refugia-se junto de um amigo. É finalmente hospitalizado em Cochin onde morre a 23 de Setembro de 1835, às 8 horas da manhã. Tinha 84 anos e chegou a resumir a sua vida da seguinte forma: “Ingressei com a idade de 15 anos numa carreira estéril. Após ter-me sacrificado à instrução, não encontrei mais do que um pouco de glória, o abandono e o esquecimento”. No entanto, o seu funeral em Montparnasse foi seguido por numerosos amigos e artistas, tendo havido inclusive uma coleta nacional para lhe erguer um monumento. Um dos mais notáveis relojoeiros do seu tempo obtinha assim finalmente a glória merecida.
 


Ferdinand Berthoud (1727 - 1807)
 
Durante o século 17 e início do século 18, as grandes potências mundiais que conquistavam e exploravam o mundo por via de grandes expedições marítimas e terrestres, travavam uma batalha por uma supremacia comercial e política, não apenas em terra, mas principalmente no mar. À medida que a necessidade de controlar as rotas marítimas se impunha como uma necessidade estratégica de ordem militar e comercial, tornou-se essencial a obtenção de conhecimentos sobre um método para achar a longitude no mar, assim como as posições exatas dos navios de forma a se manterem dominantes na corrida que as nações disputavam entre si.

Diversos governos ofereceram incentivos monetários de maneira a encorajar o desenvolvimento de um método preciso e confiável de calcular a longitude no mar, entre eles os da Espanha, a França e posteriormente o da Inglaterra.


Na França, dois relojoeiros disputavam entre si a construção dos melhores cronômetros marítimos capazes de medir o tempo no mar de uma forma precisa, naquilo que era um ambiente adverso a qualquer relógio da época.


Filho de um arquiteto, Ferdinand Berthoud nasceu em Plancemont, na Suíça, em 1727. Em 1741 inicia uma aprendizagem de três anos como relojoeiro junto do seu irmão, Jean-Henri. Muda-se posteriormente para Paris, onde se crê que estuda a arte sob a proteção do grande Julien Le Roy.


Em 1752, Berthoud é convidado a apresentar à Academia das Ciências de Paris um relógio que tinha construído e que possuía um calendário perpétuo, além de indicar o tempo médio e o tempo solar. A apresentação foi um enorme sucesso. Berthoud constrói o seu primeiro cronômetro marítimo em 1754, o qual foi submetido aos primeiros ensaios no mar em 1761. Em 1764 foi nomeado “Horloger Mécanicien de sa Majesté‚ et de la Marine ayant l'inspection de la construction des horloges Marines”.


Berthoud sempre nutriu uma grande preferência pela investigação da ciência da construção de cronômetros marítimos, à “normal” construção de relógios convencionais de bolso, mesa ou coluna. Nesta área era considerado um dos melhores do seu tempo. Os seus relógios eram extraordinariamente precisos para a época, mas igualmente delicados e frágeis, o que dificultava o seu transporte e manuseio. A evolução e o desenvolvimento da sua obra passaram posteriormente pelo seu sobrinho, Louis Berthoud, que construiu o seu próprio lugar na história da relojoaria mundial, graças às idéias do seu tio, que lhe serviram de plataforma para as suas próprias criações.


Com o cronômetro marítimo ganhando o lugar de instrumento mais preciso para o cálculo da distância entre dois locais distintos, o trabalho de Ferdinand Berthoud ganhou relevância, sendo atualmente considerado como um dos pais da cronometria moderna. Os seus relógios eram construídos de forma a que pudessem funcionar sem problemas quando sujeitos a diversos movimentos ou em qualquer posição, inclusivamente totalmente invertidos. Berthoud não foi apenas o criador de numerosas peças complexas e de qualidade superior, mas foi também um escritor profícuo, tendo publicado mais de 4000 páginas sobre a temática e a ciência da relojoaria. Foi um grande inovador entre cujas invenções mais notáveis se incluem o balanço de compensação bimetálico e um escape de “detent”. Os seus relógios foram descritos de forma merecida como sendo dos mais avançados do seu tempo, e fazem atualmente parte da história da relojoaria.
 

 
Christiaan Huygens (1629 - 1695)
 
Criador do primeiro relógio de pêndulo da história, Christiaan Huygens foi um físico e matemático holandês que nutria uma profunda fascinação por uma variedade de temas e ciências, desde o estudo de germes e lentes ópticas até a cinemática da oscilação; não esquecendo a astronomia para a qual contribuiu de forma significativa com, por exemplo, a descoberta dos anéis de Saturno.

Huygens nasce a 14 de Abril de 1629 em Haia, na Holanda. Filho de um conhecido diplomata e acadêmico, é através dos seus contatos privilegiados que o jovem Huygens ascende ao topo dos círculos científicos da época. Após concluir os seus estudos iniciais, que desenvolveu em casa acompanhado por um tutor, Huygens estuda direito e matemática na universidade de Leiden. Esta seria a base que lhe viria a permitir, junto com a sua característica atenção aos detalhes, contribuir de forma assinalável para o desenvolvimento de diversas áreas científicas.


Huygens esteve envolvido na concepção dos primeiros microscópios, e foi o primeiro a propor a teoria do germe como causa de doença. Foi também o primeiro a medir a dimensão de um outro planeta; especulou que Vênus estava envolto por nuvens; desenhou imagens da superfície de Marte e determinou a duração da sua rotação; apresentou teorias acerca da verdadeira natureza dos anéis de Saturno, entre outras. No mundo da relojoaria, Huygens foi fundamental e destaca-se pela aplicação do pêndulo ao relógio mecânico.


Juntamente com o seu irmão, Huygens tinha ganhado a reputação de ter melhorado a capacidade de ampliação dos telescópios; e contribuiu para a compreensão de questões de índole astronômica, tão importantes no âmbito da navegação naval da época. Mas observar as estrelas requeria a medição do tempo com precisão matemática, e foi esta necessidade que o levou à criação do relógio de pêndulo em 1656, e cujos desenhos patenteou.


Foi um desafio lançado por Blaise Pascal que o levou a trabalhar no relógio de pêndulo. Huygens acreditava que o balanço do pêndulo num arco maior seria mais útil em alto-mar, pelo que inventou o pêndulo cicloidal, através da introdução de batentes laterais. Nesse sentido construiu diversos relógios de pêndulo com o intuito de determinar a longitude no mar. Este novo sistema veio substituir os relógios com sistema de balanço habituais na época, permitindo um erro de menos de um minuto por dia. Este fato por si só já era bastante significativo para a época, mas Huygens elevaria ainda mais seus limites ao atingir um nível de precisão inferior a 10 segundos por dia. Em 1658 publica a sua primeira obra sobre relojoaria à qual dá o nome de “Horologium”.


Em 1663 é eleito membro da Royal Society e posteriormente, já em Paris, torna-se também membro da Academia Francesa de Ciência, onde ocupa um cargo. Em 1673, Huygens atinge o topo da sua fama ao publicar o “Horologium Oscillatorium sive de motu pendulorum”, uma obra que dedicava o primeiro capítulo ao relógio de pêndulo e que explicava a lei da força centrífuga no movimento circular uniforme. A fascinação de Huygens pelos medidores do tempo levou-o a desenvolver a roda de balanço associada a uma mola já em 1675, chegando a patentear um relógio de bolso que indicava o tempo com uma precisão de cerca de 10 minutos por dia. Estes relógios de bolso, ou portáteis, como então eram designados, foram inventados no início do século XV. Na virada do século estes já se tinham tornado comuns, mas não precisos. Sob a direção de Huygens, o primeiro relógio regulado por um balanço com mola foi construído em Paris e oferecido ao rei Luís XIV. Em 1681, Huygens regressa à Holanda natal, após uma doença séria, e onde se dedica à construção de lentes. Publica aqui o seu célebre tratado sobre a luz em 1690, na qual avança com as leis da reflexão e refração, explicando também o fenômeno da dupla refração.


No fim da sua vida, Huygens teve ainda oportunidade de tecer algumas considerações sobre a possibilidade de existir vida fora da terra. Christiaan Huygens morre a 8 de Julho de 1695, tendo sido em todos os aspectos um pioneiro do seu tempo, e uma figura de vulto da história da ciência.
 


George Graham (1674 - 1751)
 
George Graham nasceu em 1674 na pequena localidade inglesa de Hethersgill, Cumbreland, existindo contudo outros registros que apontam para o ano de 1675, em Horsegills, Kirklinton. Embora pouco se saiba acerca das suas origens, Henry Lonsdale, nas suas “Worthies of Cumberland”, publicadas em 1875, atribui ainda a Graham outra provável data de nascimento, desta vez por volta de 1673. Filho de George Graham de Rigg, segundo consta nos livros dos “Quaker” (grupo religioso de tradição protestante), foi criado pelo seu irmão William devido à morte do seu pai quando ainda era muito novo.

Em 1688, com apenas 14 anos, tornou-se aprendiz do Mestre Relojoeiro Henry Aske em Londres, e após os tradicionais sete anos de aprendizagem, em 1696, entra ao serviço de Thomas Tompion, um dos mais conceituados relojoeiros da história da relojoaria. Nesta época, Graham é também admitido na conceituada “Worshipful Company of Clockmakers” da qual todos os grandes nomes da relojoaria inglesa fizeram parte. Ao serviço de Tompion supervisionou o trabalho de mestres como John Bird, John Shelton e mesmo Thomas Mudge, que foi seu pupilo e que posteriormente viria a inventar o escape de âncora, atualmente o padrão da indústria relojoeira. O destino, e alguma influência do próprio Tompion, levaram Graham a se casar com a sua sobrinha Elisabeth, filha de James of Ickwell, tornando-se sócio da empresa pouco depois, em 1711. Tompion morre em 1713 e Graham herda o negócio na esquina de Waterlane na Fleetstreet, numa altura em que pouco antes tinha atingido o grau de mestre atribuído pela Guilda de relojoeiros.

"George Graham, nephew of the late Mr. Thomas Tompion, who lived with him upward to 17 years, and managed his trade for several years past, whose name was joined with Mr. Tompion's for some time before his death, and to whom he left all his stock and work, finished and unfinished, continues to carry on the said trade at the late dwelling house of the said Mr. Tompion, at the sign of the Dial and Three Crowns, at the corner of Water Lane in Fleet Street, London, where all persons may be accommodated as formerly."

London Gazette, 28 de Novembro de 1713.


Em 1715 apresenta uma das suas mais significativas invenções, o “deadbeat escapement” ou escape Graham, seguido do pêndulo compensado por mercúrio, a repetição de minutos com batente e o primeiro cronógrafo funcional tal como o conhecemos na atualidade. Este último foi construído por volta de 1720, e era essencialmente um relógio capaz de medir a duração específica de um determinado evento com uma precisão de cerca de 1/16 de segundo, algo notável para a época, e que atualmente conhecemos por “Foudroyante”.


O quadro da autoria de Tomas Hudson (1701-1779), e que representa George Graham em pose formal, mostra ao fundo o pêndulo compensado da sua autoria, um pormenor que revela a importância desta inovação. Esta invenção destinava-se a reduzir o efeito das variações térmicas no pêndulo, e conseqüentemente no isocronismo do relógio. Combinada com o escape “Graham”, o sistema produzia um elevado grau de precisão, apenas suplantado bastante mais tarde em 1895, através da utilização do “Invar” por Charles Edouard Guillaume.


Em 1721, Graham torna-se membro da Royal Society e logo no ano seguinte Grande Mestre da “Worshipful Company of Clockmakers”. Em 1726 aperfeiçoa o escape de cilindro inventado por Tompion, que passa a utilizar quase que exclusivamente, em detrimento do escape de vírgula que empregava até então nos seus modelos. O relojoeiro Francês Julien Le Roy tendo tido acesso a um dos seus modelos em 1728, não hesitando em considerá-lo um sistema superior.


Além dos pêndulos, George Graham fabricava também excelentes relógios de bolso, que se caracterizavam por um mostrador em esmalte com ponteiros em aço azulado. Graham deu também seguimento à numeração desenvolvida por Tompion e que era aplicada, na maior parte dos casos, na platina superior e no lado inferior da ponte do balanço, esta última quase sempre profusamente decorada e com um diamante como suporte do eixo.


Graham não se limitou a absorver os ensinamentos do seu maior mestre Thomas Tompion, mas teve a “audácia” de melhorá-los e desenvolvê-los. Um exemplo são as alterações introduzidas ao escape de cilindro deste último. Tanto no cronógrafo como nestes últimos melhoramentos, George Graham declinou a oportunidade de patentear para seu proveito os novos sistemas. O seu caráter altruísta levava-o a considerar que estes novos conceitos e sistemas deveriam estar à disposição de outros relojoeiros para benefício de todos, uma particularidade que deve ser enaltecida mas que em última instância o levou a terminar os seus dias na pobreza. George Graham morre em 1751, infelizmente sem que saibamos muito acerca da sua vida pessoal.


Tal como no caso do seu mestre, o parlamento inglês concedeu a George Graham a honra póstuma de ser enterrado na abadia de Westminster, onde ainda hoje o podemos visitar. Graham não se limitou a ser um relojoeiro excepcional. Foi um grande pioneiro, astrônomo, inventor e conceituado fabricante de instrumentos científicos dos quais se destaca o planetário mecânico que construiu para o Conde de Orrery, e que posteriormente deu o seu nome a estes mecanismos. O sistema demonstrava a posição relativa dos planetas no sistema solar. A sua personalidade levou-o a financiar o arranque de um dos mais significativos projetos relojoeiros de toda a história, os cronômetros marítimos de John Harrison.
 

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